O tratamento da enxaqueca crônica é realizado de duas formas, descritas no Consenso Latino-Americano para as Diretrizes de Tratamento de Migrânea Crônica e Consenso da Sociedade Brasileira de Cefaleia sobre o tratamento da migrânea crônica:1, 2

Tratamento agudo

para reduzir a frequência e intensidade das crises. Tem o objetivo de melhorar os sintomas das crises, a escolha do medicamento será definida por um médico caso a caso, incluindo tratamento hospitalar em pronto-socorro.1

Tratamento preventivo

para prevenir a recorrência das crises1, podem ser utilizados medicamentos orais, tais como antidepressivos tricíclicos, neuromoduladores, betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio, e também medicamentos paralisantes neuromusculares2, 3.

Dentre os antidepressivos, os tricíclicos2 são os mais utilizados para o tratamento da enxaqueca crônica. Há também os neuromoduladores e os betabloqueadores, os mais antigos no tratamento preventivo da enxaqueca crônica.

Na categoria dos injetáveis, há os paralisantes neuromusculares, que tem como objetivo reduzir a percepção da dor pelo sistema nervoso central1,2, sendo aplicados por meio de injeções em pontos específicos da cabeça, do pescoço e da porção superior do tronco. De acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Cefaleia, trata-se do único tratamento injetável com recomendação classe A1,2, que reúne os tratamentos mais efetivos, com maior nível de evidência e dados clínicos de eficácia.

Ainda dentro dos injetáveis, há os anticorpos monoclonais, com atuação sistêmica e capazes de inibir a ação de uma molécula responsável pelo desencadeamento da enxaqueca3.

Existem opções de tratamentos específicos que podem melhorar sua qualidade de vida1-3, mas todos eles devem ser orientados por um médico, e podem ser acompanhados também por uma equipe multidisciplinar. É sempre importante buscar orientação médica.

As informações disponíveis no portal Enxaqueca Crônica tem a intenção de fornecer informações sobre a condição. A consulta com o profissional de saúde é fundamental e imprescindível para eventual diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente.

Referências

As referências deste texto são direcionadas à comunidade científica e profissionais de saúde. Em caso de dúvidas sobre a enxaqueca crônica, sintomas e tratamentos, consulte sempre um profissional de saúde.

  • 1 - Giacomozzi AR et al. Consenso Latino-Americano para as Diretrizes de Tratamento de Migrânea Crônica. Headache Medicine 2012;3(4):150-160. Consenso Latino-Americano para as Diretrizes de Tratamento da Migrânea Crônica (headachemedicine.com.br)
  • 2 - Kowacs F, Roesler CAP, Piovesan ÉJ, et al. Consensus of the Brazilian Headache Society on the treatment of chronic migraine. Arq Neuropsiquiatr. 2019;77(7):509-520. https://www.scielo.br/pdf/anp/v77n7/0004-282X-anp-77-7-0509.pdf
  • 3 - Sacco S, Bendtsen L, Ashina M, Reuter U, Terwindt G, Mitsikostas DD, Martelletti P. European headache federation guideline on the use of monoclonal antibodies acting on the calcitonin gene related peptide or its receptor for migraine prevention. J Headache Pain. 2019 Jan 16;20(1):6. https://thejournalofheadacheandpain .biomedcentral.com/track /pdf/10.1186/s10194-018-0955-y

As informações apresentadas neste portal têm caráter exclusivamente educativo e informativo, não devendo ser utilizadas para automedicação ou autodiagnóstico. Em caso de sintomas recorrentes de dor de cabeça, consulte sempre um(a) médico(a) neurologista ou especialista para avaliação e orientação adequada. BR-ABBV-260388 Jul/26.